terça-feira, 26 de julho de 2011

Frases (José Saramago)

«O que Jesus não parece ter pensado, talvez por falta de experiência, é que se nós nos deixamos ficar à espera de que apareçam no mundo esses julgadores sem pecado, únicos, em sua opinião, que terão o direito moral de condenar e punir, muito me temo que medre desmesuradamente o crime nesse meio-tempo, e prospere o pecado (…)»

«Mas o mal, que nasceu com o mundo, e dele, quanto sabe, aprendeu, amados irmãos, o mal é como a famosa e nunca vista ave Fénix que, parecendo morrer na fogueira, de um ovo que as suas próprias cinzas criaram volta a renascer. O bem é frágil, delicado, basta que o mal lhe lance ao rosto o bafo quente de um simples pecado para que se lhe creste para sempre a pureza, para que se quebre o caule do lírio e murche a flor da laranjeira.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 352.

«Darás a quem precisar, não pedirás a quem não tiver.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 362.

Frase (José Saramago)

«(…) o coração do homem é um eterno insatisfeito e o simples dever cumprido, afinal, não dá tanta satisfação como nos vêm dizendo os que com pouco se contentam.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 332-333.

domingo, 24 de julho de 2011

Frase (José Saramago)

«(…) Uma árvore geme se a cortam, um cão gane se lhe batem, um homem cresce se o ofendem (…)»

«(…) minha mãe e meus irmãos são aqueles que não precisem esperar a hora da minha morte para se apiedarem da minha vida (…)»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 324.

Frase (José Saramago)

«(…) a ocasião pode sempre criar uma necessidade, mas se a necessidade é forte, terá de ser ela a fazer a ocasião.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 317.

Frase (José Saramago)

«(…) Nenhuma salvação é suficiente, qualquer condenação é definitiva.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 269-270.

Frase (José Saramago)

«O deserto abre-se aos passos de Jesus, para logo se fechar, como se lhe cortasse o caminho de retirada. O silêncio ressoa nos ouvidos com o som de um búzio, daqueles que vêm mortos e vazios à praia e ali se deixam ficar, a encherem-se do vasto rumor das ondas, até que alguém passa e os encontra e, levando-os devagar ao ouvido, põe-se à escuta e diz, O deserto.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 262.

Frase (José Saramago)

«(…) os pensamentos são o que são, sombras que passam, e não são bons nem maus em si mesmos, só as acções é que contam, (…)»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 254.

Frase (José Saramago)

«O seu cordeiro, que ainda há pouco foi oferta admirável de um velho a um rapaz, não verá pôr-se o sol deste dia, é tempo de subir a escada do Templo, tempo de levá-lo ao cutelo e ao fogo, como se não fosse merecedor de viver ou tivesse cometido, contra o eterno guardião dos pastos e das fábulas, o crime de beber do rio da vida.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 250.

Frases (José Saramago)

«(…) o animal olhou o seu novo dono e baliu, fez mé-é-é-é naquele jeito tímido e trémulo dos cordeiros que vão morrer jovens por os amarem tantos os deuses.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 248.

«Não voltara a Jerusalém desde aquele distante dia em que aqui o trouxera a necessidade de saber quanto valem culpas e remorsos, e como se hão-de eles suportar na vida, se partilhados, como os bens da herança, ou por inteiro guardados, como cada um a sua própria morte.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 248-249.

Frase (José Saramago)

«Sendo estas coisas o que são, Jesus acabou por sentir-se bem na companhia de Pastor, imaginemo-lo por nós, a consolação que será não vivermos sozinhos com a nossa culpa, ter ao lado alguém que a conhecesse e que, não tendo de fingir perdoar o que perdão não possa ter, supondo que estaria em seu poder fazê-lo, procedesse connosco com rectidão, usando de bondade e de severidade segundo a justiça de que seja merecedora aquela parte de nós que, cercada de culpas, conservou uma inocência..»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 244.

Frase (José Saramago)

«(…) Os escravos vivem para servir-nos, talvez devêssemos abri-los para sabermos se levam escravos dentro, e depois abrir um rei para ver se tem outro rei na barriga, e olha que se encontrássemos o Diabo e ele deixasse que o abríssemos, talvez tivéssemos a surpresa de ver saltar Deus lá de dentro.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 241-242.

Frase (José Saramago)

«Esqueçamo-nos, por não ser aqui lugar de análises íntimas, só possíveis em tempos a este futuros, de que, quantas e quantas vezes, para poder exibir e gabar-se de um corpo limpo, a alma em si mesma se carregou de tristeza, inveja e imundície.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 240.

Frase (José Saramago)

«A uma escrava só terá de responder quem quiser, mas o prestígio da última idade, mesmo em inferior condição, tem muitas força, aos velhos, todos eles, deve-se responder-lhes sempre, porque, sendo já tão pouco o tempo que têm para fazer perguntas, extrema crueldade seria deixá-los privados de respostas, lembremo-nos de que uma delas bem pode ser a que esperavam.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 217-218.

Frase (José Saramago)

«Chua, então, já não chorava, mas os seus olhos nunca mais voltarão a estar secos, que esse é o choro que não tem remédio, aquele lume contínuo que queima as lágrimas antes que elas possam surgir e rolar pelas faces.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 149.

Frase (José Saramago)

«(…) Aumentarei os sofrimentos da tua gravidez, os teus filhos nascerão entre dores, e hoje, passados já tantos séculos, com tanta dor acumulada, Deus ainda não se dá por satisfeito e a agonia continua.»

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 82-83.

domingo, 1 de maio de 2011

Til’ I hear you sing – Love Never Dies

‘Til I hear you sing – performed by Ramin Karimloo

The day starts, the day ends
Time crawls by
Night steals in, pacing the floor
The moments creep,
Yet I can’t bear to sleep
Till I hear you sing

And weeks pass, and months pass
Seasons fly
Still you don’t walk through the door
And in a haze
I count the silent days
Till I hear you sing once more.

And sometimes at night time
I dream that you are there
But wake holding nothing but the empty air

And years come, and years go
Time runs dry
Still I ache down to the core
My broken soul
Can’t be alive and whole
Till I hear you sing once more

And music, your music
It teases at my ear
I turn and it fades away and you’re not here
Let hopes pass, let dreams pass

Let them die
Without you, what are they for?
I’ll always feel
No more than halfway real
Till I hear you sing once more

domingo, 17 de abril de 2011

Código Base (The Source Code)

Source Code Trailer

Colter Stevens: How's everything today?
Conductor: It's good.
Colter Stevens: Anything out of the ordinary?
Conductor: [confused] No.
Colter Stevens: I meant uh...behavior on the train. Is anything...anybody seem strange to you?
Conductor: You're a little strange.

Colter Stevens: How about you, does anybody look suspicious?
Christina Warren: Are you dunk or something?
Colter Stevens: Come here?
[she looks at him confused]
Colter Stevens: Just for a second.
[she looks at him suspiciously]
Colter Stevens: Come on!
[she comes over and sits next to him]
Colter Stevens: Just think of it as a game.
Christina Warren: A game? Wow!
[she looks around at the other passengers]
Christina Warren: There all so utterly normal, Sean. That's what so terrifying about them. Maybe there's a team at work.
[she looks around referring to the passengers she sees]
Christina Warren: The sleeping giant coach. The minister sudoku. Don't forget the sullen college kid, he's expendable. But they're all controlled by the conductor. Standing there all dictatorial, demanding tickets.
Colter Stevens: You're funny.

Colleen Goodwin: Captain, it is going to be counter productive for you to try to save anyone on that train. They are outside submission.
Colter Stevens: Well...but she survived. And maybe the rest could too.
Dr. Rutledge: She survived, but only inside the Source Code. None of them can be saved.
Colter Stevens: What is...what is the Source Code?
Dr. Rutledge: It's uh...quantum mechanics, parabola calculus. It's uh...it's...it's very complicated.
Colter Stevens: Try me!
Dr. Rutledge: Fine. Uh...when a light bulb turns off, there's an afterglow, a lingering halo-like effect. You seen it?
Colter Stevens: Yes.
Dr. Rutledge: Of course. The brain is like that. It's electromagnetic field remains charged, just briefly, even after death. Circuits remain open. Now, there's another peculiarity about the brain. It contains a short term memory track, that's approximately eight minutes long. Like uh...a convenient store security camera that only records the last portion of the days activity on its hard drive. Now in combining these two phenomena, circuitry that remain viable post-mortem, and a memory bank that goes back eight minutes, Source Code enables us to capitalize on the overlap. Sean Fentress died on that train. Of all the passengers aboard, he was your possible link. You two share compatibility in terms of gender, body size and your synaptic maps.

Colter Stevens: Why?
Derek Frost: Oh. You mean...you mean why this?
[pointing to his explosive device]
Derek Frost: Because, the world is hell. But we have a chance to start over in the rubble. But first there has to be a rubble. You're a teacher, you know that. You understand.

From Movie Quotes & More

segunda-feira, 28 de março de 2011

Frase (José Saramago)

“E como de panos vem Maria servida e a faca com que se há-de cortar o cordão umbilical trá-la José no seu alforge, se Zelomi não preferir cortá-lo com os dentes, já a criança pode nascer, afinal um estábulo serve tão bem como uma casa, e só quem nunca teve a felicidade de dormir numa manjedoura ignora que nada há no mundo que se pareça mais com um berço. O burro, pelo menos, não lhe achará diferença, a palha é igual no céu e na terra.”

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 81-82.

domingo, 27 de março de 2011

Frase (José Saramago)

“Como sempre desde que o mundo é mundo, para cada um que nasce, há outro que agoniza.”

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 85.

sábado, 26 de março de 2011

Bright Star – John Keats

Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.

Em PoemHunter.

Bolo de noz

300g miolo de noz
100g açúcar amarelo
50g mel
50g margarina
6 ovos
100g farinha sem fermento
1 colher sobremesa fermento em pó
1 colher de sopa de canela

Ligue o forno e regule-o para os 180.ºC. Pique o miolo de noz e reserve.

Deite o açúcar amarelo e o mel numa tigela, junte a margarina cortada em lascas e bata até obter um creme.

Parta os ovos, junte as gemas ao creme anterior e coloque as claras noutra tigela. Bata até as gemas estarem incorporadas. Junte o miolo de noz, a farinha, o fermento e a canela e misture bem, sem bater.

Bata as claras em castelo e incorpore-as no creme preparado. Deite a massa numa forma de mola de cerca de 24 cm de diâmetro e leve ao forno durante 25 minutos.

Deixe arrefecer dentro da forma. Coloque no prato de serviço e retire o aro da forma.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fado do estudante (Vasco Santana)

 

Fado do estudante

Que negra sina, ver-me assim
Que sorte vil e degradante
Ai que saudade eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador
Das raparigas

De capa ao ar, cabeça ao léu
Só para amar vivia eu
Sem me ralar
E tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até ao dia em que apareceu
Essa traidora da franja

Sempre a tenir, sem um tostão
Batina a abrir, por um rasgão
Botas a rir
Um bengalão e ar descarado

A vadiar com outros mais
E a dançar nos arraiais
P'ra namorar, beber, folgar
Cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa de anatomia

Invoco em mim
Recordações que não têm fim
Dessas lições frente ao jardim
No velho campo de Santana

Aulas que eu dava
E se estudasse ainda estava
Nessa classe a que eu faltava
Sete dias por semana

O fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na rádio telefonia

Quanto é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o fado
Ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular
Tem emoção faz-nos vibrar
E eis a razão
De eu ser Doutor e ser Fadista

Marcha do Centenário (Amália Rodrigues)

Toda a cidade flutua

No mar da minha canção

Passeiam na rua, retalhos de lua

Que caem do meu balão

Deixei Lisboa folgar

Não há mal que me arrefeça

A rir, a cantar, cabeça no ar

Que eu hoje perco a cabeça

 

Lisboa nasceu, pertinho do céu

Toda embalada na fé

Lavou-se no rio, ai ai ai menina

Foi baptizada na Sé !

Já se fez mulher e hoje o que ela quer

É bailar e dar ao pé

Vaidosa varina, ai ai ai menina

Mas que linda que ela é!

 

Dizem que eu velhinha sou

Há oito séculos nascida

Nessa é que eu não vou, por mim não passou

Nem a morte nem a vida

O Pagem me fez um fado

De novo ali me leu a sina

Não ter namorado, amor nem cuidado

E ficar sempre menina!

sábado, 19 de março de 2011

Frase

«Que é que nos faz amar e nos faz morrer?»

GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. IV, p. 400.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Frase

«O seu real futuro estava entregue àqueles que tinham o seu sangue, àqueles em quem viveria, mesmo depois de se ter ido embora.»
GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. III, p. 333.

terça-feira, 15 de março de 2011

Novo Semestre


E eis que começa um novo semestre.

Princípio da preclusão e Fiança civil a quanto obrigas! :-D

Frase

«A própria dor consome-se a si mesma com o tempo; e só o tempo é bom para as tristezas; o tempo que assiste à passagem de todo o sentimento, de toda a emoção, cada um por sua vez; o tempo, o leito do repouso.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. I, p. 375.

domingo, 13 de março de 2011

Frases

«E toda a hostilidade que se acumulara nele contra aqueles dois entes desapareceu de súbito como fumo diante da grande presença pálida da morte. Donde vem ela? Como é que vem a morte? Reviravolta brusca de tudo o que era antes, partida cega para o caminho que leva aonde? Trevas onde a flama desaparece. Esmagamento brutal que é mister que todos os homens suportem de olhos claros e bravos até ao fim, eles que entretanto são tão pequenos, tão insignificantes, uns insectos! »

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. VIII, p. 348-349.

As Múmias do Faraó - As Aventuras de Adèle Blanc-Sec (Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Frases

«Os homens de idade, mesmo que sejam Forsyte, conhecem na vida duras experiências. O transeunte que vê aqueles velhos, protegidos pela vestimenta da tradição, de riqueza, de conforto que os cerca, nunca pensaria que eles encontraram sombras tenebrosas no seu caminho. Não existe ninguém, nem mesmo um Sir Walter Bentham, a que a ideia do suicídio não tenha visitado um dia. Ela ficou à porta da alma, prestes a entrar, afastada por alguma realidade fortuita, qualquer vago receio ou triste esperança. Para um Forsyte, é difícil a renúncia suprema a todas as formas de propriedade.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. VIII, p. 346.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Frases

« Resolveu começar pelo Jardim Botânico, donde já tirara alguns esboços, e escolheu para assunto o pequeno lago onde o Outono espalhava folhas vermelhas e amarelas. Os jardineiros sonhavam em carregar aquelas folhas, mas as suas vassouras não eram bastante longas para as atingir.
Quanto ao resto do jardim, eles varriam-no sempre, apanhavam todas as manhãs as folhas caídas durante as ventanias da noite e reuniam-nas em grandes montes, donde se elevava, à medida que um fogo lento as consumia, um fumo doce e acre, símbolo do Outono, como o cuco é o símbolo da Primavera e o cheiro das tílias é o símbolo do Verão. A alma meticulosa dos jardineiros não podia suportar os grandes desenhos de ouro e ferrugem sobre o verde dos relvados. Os caminhos ensaibrados deviam alongar-se impolutos, ordenados, metódicos, sem traço de realidades vivas, nem daquela lenta e bela morte que lança por terra a beleza do Verão, a glória fanada donde o desenrolar do eterno ciclo fará rebentar a louca Primavera.
E vigiavam cada folha, desde o momento em que, após um frémito de adeus, ela caía do ramo e lentamente volteava no ar. Mas no lago as folhas flutuavam em paz, cheias de sol, e as suas cores louvavam o céu.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. III, p. 285-286.

terça-feira, 8 de março de 2011

Frase

“Desde quando, há vinte anos, descobrira que a vida não é simples, nunca ela lhe tinha parecido tão estranhamente complicada.”

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 1.ª parte, cap. II, p. 48.

Tempo para amar e tempo para morrer (A time to love and a time to die)

Lets look at the trailer!

Professor Pohlmann: Without doubt, there would be no need for faith.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Frases

«(…) mas estava ali também um mundo de luz do sol que aos poucos se transformava em luar, e um lago povoado de cegonhas, e árvores azuladas rodeando-o, manchadas de rosas vermelhas, e campos de alfazema onde vacas cor de leite pastavam. E uma mulher toda em sombras, com os olhos escuros e o pescoço branco, sorria, estendendo os braços. Através do ar, que era como música, uma estrela caía e era apanhada nos chifres de uma das vacas.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. I, p. 373.

domingo, 6 de março de 2011

Frase

“Dinheiro do Estado é como água benta: toda a gente põe a mão.”

- retirado de um carro alegórico do Carnaval de Torres Vedras (2011).

sábado, 5 de março de 2011

Indomável (True Grit)

Let us look at the trailer

Rooster Cogburn: You go for a man hard enough and fast enough, he don't have time to think about how many's with him; he thinks about himself, and how he might get clear of that wrath that's about to set down on him

Rooster Cogburn: [LaBoeuf has been talking about malum prohibitum and malum in se] It astonishes me that Mr. LaBoeuf has been shot, trampled, and nearly bitten his tongue off, and yet not only does he continue to talk but he spills the banks of English.

LaBoeuf: You give out very little sugar with your pronouncements. While I sat there watchin' I gave some thought to stealin' a kiss... though you are very young, and sick... and unattractive to boot. But now I have a mind to give you five or six good licks with my belt.
Mattie Ross: One would be just as unpleasant as the other

Mattie Ross: You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cisne Negro (Black Swan)

Frase

"Os homens são, na verdade, realmente inábeis para controlar as suas próprias invenções; o que mais facilmente desenvolvem é a adaptabilidade às novas condições que essas invenções criam."

In GALSWORTHY, John - A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. p. 8.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Frases

"As pessoas que não vivem ficam maravilhosamente conservadas"

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-A). Título original: The Forsyte Saga. Vol. II. 1.ª parte, cap. VIII, p. 77.

I write like...

Desde que me lembro, sempre gostei destas coisas! :-D

I write like
Cory Doctorow

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Stephen King

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J. K. Rowling

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I write like
Margaret Atwood

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei (The King's Speech)


Lionel Logue: [as George "Berty" is lighting up a cigarette] Please don't do that.
King George VI: I'm sorry?
Lionel Logue: I believe sucking smoke into your lungs will kill you.
King George VI: My physicians say it relaxes the throat.
Lionel Logue: They're idiots.
King George VI: They've all been knighted.
Lionel Logue: Makes it official then.

Lionel Logue: You still stammered on the 'W'.
King George VI: Well I had to throw in a few so they knew it was me.