segunda-feira, 28 de março de 2011

Frase (José Saramago)

“E como de panos vem Maria servida e a faca com que se há-de cortar o cordão umbilical trá-la José no seu alforge, se Zelomi não preferir cortá-lo com os dentes, já a criança pode nascer, afinal um estábulo serve tão bem como uma casa, e só quem nunca teve a felicidade de dormir numa manjedoura ignora que nada há no mundo que se pareça mais com um berço. O burro, pelo menos, não lhe achará diferença, a palha é igual no céu e na terra.”

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 81-82.

domingo, 27 de março de 2011

Frase (José Saramago)

“Como sempre desde que o mundo é mundo, para cada um que nasce, há outro que agoniza.”

SARAMAGO, José – O Evangelho segundo Jesus Cristo. 13.ª ed. Lisboa: Caminho, 1993. 445 p. ISBN 972-21-0524-8. p. 85.

sábado, 26 de março de 2011

Bright Star – John Keats

Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.

Em PoemHunter.

Bolo de noz

300g miolo de noz
100g açúcar amarelo
50g mel
50g margarina
6 ovos
100g farinha sem fermento
1 colher sobremesa fermento em pó
1 colher de sopa de canela

Ligue o forno e regule-o para os 180.ºC. Pique o miolo de noz e reserve.

Deite o açúcar amarelo e o mel numa tigela, junte a margarina cortada em lascas e bata até obter um creme.

Parta os ovos, junte as gemas ao creme anterior e coloque as claras noutra tigela. Bata até as gemas estarem incorporadas. Junte o miolo de noz, a farinha, o fermento e a canela e misture bem, sem bater.

Bata as claras em castelo e incorpore-as no creme preparado. Deite a massa numa forma de mola de cerca de 24 cm de diâmetro e leve ao forno durante 25 minutos.

Deixe arrefecer dentro da forma. Coloque no prato de serviço e retire o aro da forma.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fado do estudante (Vasco Santana)

 

Fado do estudante

Que negra sina, ver-me assim
Que sorte vil e degradante
Ai que saudade eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador
Das raparigas

De capa ao ar, cabeça ao léu
Só para amar vivia eu
Sem me ralar
E tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até ao dia em que apareceu
Essa traidora da franja

Sempre a tenir, sem um tostão
Batina a abrir, por um rasgão
Botas a rir
Um bengalão e ar descarado

A vadiar com outros mais
E a dançar nos arraiais
P'ra namorar, beber, folgar
Cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa de anatomia

Invoco em mim
Recordações que não têm fim
Dessas lições frente ao jardim
No velho campo de Santana

Aulas que eu dava
E se estudasse ainda estava
Nessa classe a que eu faltava
Sete dias por semana

O fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na rádio telefonia

Quanto é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o fado
Ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular
Tem emoção faz-nos vibrar
E eis a razão
De eu ser Doutor e ser Fadista

Marcha do Centenário (Amália Rodrigues)

Toda a cidade flutua

No mar da minha canção

Passeiam na rua, retalhos de lua

Que caem do meu balão

Deixei Lisboa folgar

Não há mal que me arrefeça

A rir, a cantar, cabeça no ar

Que eu hoje perco a cabeça

 

Lisboa nasceu, pertinho do céu

Toda embalada na fé

Lavou-se no rio, ai ai ai menina

Foi baptizada na Sé !

Já se fez mulher e hoje o que ela quer

É bailar e dar ao pé

Vaidosa varina, ai ai ai menina

Mas que linda que ela é!

 

Dizem que eu velhinha sou

Há oito séculos nascida

Nessa é que eu não vou, por mim não passou

Nem a morte nem a vida

O Pagem me fez um fado

De novo ali me leu a sina

Não ter namorado, amor nem cuidado

E ficar sempre menina!

sábado, 19 de março de 2011

Frase

«Que é que nos faz amar e nos faz morrer?»

GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. IV, p. 400.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Frase

«O seu real futuro estava entregue àqueles que tinham o seu sangue, àqueles em quem viveria, mesmo depois de se ter ido embora.»
GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. III, p. 333.

terça-feira, 15 de março de 2011

Novo Semestre


E eis que começa um novo semestre.

Princípio da preclusão e Fiança civil a quanto obrigas! :-D

Frase

«A própria dor consome-se a si mesma com o tempo; e só o tempo é bom para as tristezas; o tempo que assiste à passagem de todo o sentimento, de toda a emoção, cada um por sua vez; o tempo, o leito do repouso.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. I, p. 375.

domingo, 13 de março de 2011

Frases

«E toda a hostilidade que se acumulara nele contra aqueles dois entes desapareceu de súbito como fumo diante da grande presença pálida da morte. Donde vem ela? Como é que vem a morte? Reviravolta brusca de tudo o que era antes, partida cega para o caminho que leva aonde? Trevas onde a flama desaparece. Esmagamento brutal que é mister que todos os homens suportem de olhos claros e bravos até ao fim, eles que entretanto são tão pequenos, tão insignificantes, uns insectos! »

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. VIII, p. 348-349.

As Múmias do Faraó - As Aventuras de Adèle Blanc-Sec (Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Frases

«Os homens de idade, mesmo que sejam Forsyte, conhecem na vida duras experiências. O transeunte que vê aqueles velhos, protegidos pela vestimenta da tradição, de riqueza, de conforto que os cerca, nunca pensaria que eles encontraram sombras tenebrosas no seu caminho. Não existe ninguém, nem mesmo um Sir Walter Bentham, a que a ideia do suicídio não tenha visitado um dia. Ela ficou à porta da alma, prestes a entrar, afastada por alguma realidade fortuita, qualquer vago receio ou triste esperança. Para um Forsyte, é difícil a renúncia suprema a todas as formas de propriedade.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. VIII, p. 346.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Frases

« Resolveu começar pelo Jardim Botânico, donde já tirara alguns esboços, e escolheu para assunto o pequeno lago onde o Outono espalhava folhas vermelhas e amarelas. Os jardineiros sonhavam em carregar aquelas folhas, mas as suas vassouras não eram bastante longas para as atingir.
Quanto ao resto do jardim, eles varriam-no sempre, apanhavam todas as manhãs as folhas caídas durante as ventanias da noite e reuniam-nas em grandes montes, donde se elevava, à medida que um fogo lento as consumia, um fumo doce e acre, símbolo do Outono, como o cuco é o símbolo da Primavera e o cheiro das tílias é o símbolo do Verão. A alma meticulosa dos jardineiros não podia suportar os grandes desenhos de ouro e ferrugem sobre o verde dos relvados. Os caminhos ensaibrados deviam alongar-se impolutos, ordenados, metódicos, sem traço de realidades vivas, nem daquela lenta e bela morte que lança por terra a beleza do Verão, a glória fanada donde o desenrolar do eterno ciclo fará rebentar a louca Primavera.
E vigiavam cada folha, desde o momento em que, após um frémito de adeus, ela caía do ramo e lentamente volteava no ar. Mas no lago as folhas flutuavam em paz, cheias de sol, e as suas cores louvavam o céu.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 3.ª parte, cap. III, p. 285-286.

terça-feira, 8 de março de 2011

Frase

“Desde quando, há vinte anos, descobrira que a vida não é simples, nunca ela lhe tinha parecido tão estranhamente complicada.”

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108). Título original: The Forsyte Saga. Vol. I. 1.ª parte, cap. II, p. 48.

Tempo para amar e tempo para morrer (A time to love and a time to die)

Lets look at the trailer!

Professor Pohlmann: Without doubt, there would be no need for faith.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Frases

«(…) mas estava ali também um mundo de luz do sol que aos poucos se transformava em luar, e um lago povoado de cegonhas, e árvores azuladas rodeando-o, manchadas de rosas vermelhas, e campos de alfazema onde vacas cor de leite pastavam. E uma mulher toda em sombras, com os olhos escuros e o pescoço branco, sorria, estendendo os braços. Através do ar, que era como música, uma estrela caía e era apanhada nos chifres de uma das vacas.»

In GALSWORTHY, John – A Família Forsyte. Trad. Rachel de Queiroz. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.]. (Dois Mundos; 108-B). Título original: The Forsyte Saga. Vol. III. Cap. I, p. 373.

domingo, 6 de março de 2011

Frase

“Dinheiro do Estado é como água benta: toda a gente põe a mão.”

- retirado de um carro alegórico do Carnaval de Torres Vedras (2011).

sábado, 5 de março de 2011

Indomável (True Grit)

Let us look at the trailer

Rooster Cogburn: You go for a man hard enough and fast enough, he don't have time to think about how many's with him; he thinks about himself, and how he might get clear of that wrath that's about to set down on him

Rooster Cogburn: [LaBoeuf has been talking about malum prohibitum and malum in se] It astonishes me that Mr. LaBoeuf has been shot, trampled, and nearly bitten his tongue off, and yet not only does he continue to talk but he spills the banks of English.

LaBoeuf: You give out very little sugar with your pronouncements. While I sat there watchin' I gave some thought to stealin' a kiss... though you are very young, and sick... and unattractive to boot. But now I have a mind to give you five or six good licks with my belt.
Mattie Ross: One would be just as unpleasant as the other

Mattie Ross: You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God.